5 pilares de uma Cidade Inteligente

Neste artigo eu vou compartilhar com vocês os 5 pilares de evolução contínua de uma cidade inteligente, mas antes de falar sobre os 5 pilares, vou alinhar com vocês o conceito de cidades inteligentes. Não existe um conceito único sobre o que são cidades inteligentes, mas existe um consenso de que uma cidade inteligente deve ter como foco a melhoria da qualidade de vida da sua população. Sendo assim, vamos aos 5 pilares.

1. Plano de Metas: Toda cidade que queira ser denominada uma Cidade Inteligente deve ter entre os seus instrumentos de gestão um Plano de metas. O Plano de Metas define a cidade que temos, a cidade que queremos e o caminho mais rápido e eficiente para alcançar o destino idealizado. No plano, define-se o quê, o porquê, o como, o onde, o quando e o valor de custo de cada projetos. Estabelece ainda, prazos, metas e indicadores de monitoramento dos resultados alcançados de cada atividade definida. Dá ao gestor as informações necessárias para acompanhar o desenvolvimento dos projetos e politicas publicas e ao cidadão a transparência e a clareza de que algo bom está sendo feito.

O Plano de metas deve ser construído de forma participativa e disponibilizado para toda a comunidade no portal da prefeitura, de forma a permitir a sociedade o acompanhamento das contratações, o avanço dos indicadores e os resultados alcançados.
 
2. Tecnologias: Muitos associam o conceito de cidades inteligentes á aplicação de insumos tecnológicos no município. Seja o Wifi nos espaços públicos, as lâmpadas de LED, os inúmeros sensores ou até mesmo o Blockchain. Mas na verdade, as tecnologias são um dos pilares que faz a cidade ser inteligente. Ela é o meio, não o fim. Para uma cidade ser inteligente, ela precisa saber antes que tipo de tecnologia deve ser aplicada em seu município para ajuda-la a alcançar o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população, e não instalar a tecnologia pela tecnologia. Com essa clareza de objetivo, o município que aplica com sabedoria as tecnologias, consegue resultados extraordinários e impactos positivos na vida da comunidade de forma mais rápida.
 
3. Participação cidadã: Desde a constituição de 1988 que a População deve ser engajada e ter direito a voz nas decisões que impactam sua vida no município. Com os avanços tecnológicos, sobretudo com as redes sociais, a participação cidadã tem se mostrado cada vez mais presente e o gestor precisa ficar atento em como tornar essa colaboração em algo positivo e eficiente para seu município. Inúmeras cidades brasileiras já contam com aplicativos que permitem a colaboração do cidadão em diferentes níveis do processo de tomada de decisão. ë a Tecnologia deixando o cidadão mais próximo da gestão 😉
 
4. Desenvolvimento de Pessoas: Na última eleição, vimos, de uma forma geral, dois tipos de gestores: Os chamados “gestores calouros”, que nunca se candidataram antes e que não tem experiência sobre o funcionamento da máquina publica, e os “gestores veteranos”, que já tem uma carreira politica e portanto entendem do funcionamento do município, mas ainda tem uma certa resistência ás novas tecnologias. Aos dois tipos é importante que sejam capacitados e desenvolvidos em termos de competências, habilidades e atitudes de: liderança, comunicação e gestão. Sobretudo, para se adaptarem a essa nova realidade que chegou caracterizada por elevada participação cidadã e tecnologias disruptivas.
 
5. Processos e Procedimentos, o último pilar, mas não menos importante: O cidadão espera cada vez mais um serviço de qualidade prestado pelo município e quando ele não encontra, vai direto ás redes sociais contar sua experiência ruim. E todos esses depoimentos demonstram para os gestores quais setores precisam passar com urgência por uma revisão de processos e procedimentos. A revisão de processos e procedimentos, e o mapeamento destes, dá aos servidores a clareza do que precisa ser feito em cada situação, gerando agilidade nas respostas e maior controle daqueles setores que estão com baixa produtividade. Uma prefeitura que tem seus processos mapeados e procedimentos documentados melhora a comunicação interna, sua produtividade, economia de tempo, pessoas e dinheiro público. 
 
E aí, gostou do conteúdo? Faz sentido para você que na construção de uma cidade inteligente, é preciso investir nos cinco pilares? Deixe aí seu comentário!
Por:
Grazi Carvalho
Geógrafa, Master Coach de Cidades Inteligentes 
Time Instituto Dankemo

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