Cidades inteligentes: afinal, o que são?

O conceito de “Cidades Inteligentes” ou Smart Cities vem ganhando a mídia e muitos se perguntam: afinal, o que caracteriza uma Cidade Inteligente?
No geral, consideramos uma cidade inteligente aquela que atende alguns ou todos os critérios a seguir: participação cidadã, transparência, livre acesso a informação, melhoria na qualidade dos serviços prestados, eficiência no uso dos recursos (materiais e imateriais), uso de tecnologias, valorização da história local, melhoria na qualidade de vida da população, e sobretudo: proporcionar um ambiente atrativo para todos.
Além destes, o processo de tornar uma cidade mais inteligente também dialoga com outras linhas do planejamento territorial mais humanísticas e com viés de equidade e justiça social, como é o caso dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, cujo lema é “crescer sem deixar ninguém para trás”.

Ao falarmos de cidades inteligentes precisamos considerar a realidade local!

Precisamos considerar o seu contexto histórico e geográfico, afinal não dá para usar os mesmos parâmetros de comparação entre um município com menos de 10 mil habitantes no interior do Brasil e uma grande cidade como Paris ou Barcelona, por exemplo.
 
Enquanto na Europa, cidades inteligentes perpassam muito pelo uso da tecnologia, com um grande viés de inovação tecnológica e robótica, no Brasil é Inteligente aquela cidade que já conseguiu atender aos parâmetros básicos de saneamento básico, infraestrutura, educação e segurança pública, e que, apesar da baixa nos repasses de recursos, consegue ter eficiência nos processos, pagar os salários em dia dos seus funcionários e ainda atender os indicadores sociais e ambientais!
 

É inteligente aquele município que consegue ter dinamismo a ponto de ter um planejamento estruturado, com metas bem definidas e trilha esse percurso com responsabilidade fiscal e socioambiental.

 
Para conseguir trilhar este caminho, precisamos, antes de qualquer ação definir exatamente o que é a comunidade, pois todo o processo de construção de uma Cidade inteligente tem o foco nas pessoas.
 
Este processo relaciona-se diretamente com análise sistêmica quando busca compreender os padrões espaciais, as tendências (evolução no tempo), os relacionamentos, as conexões, os fluxos de pessoas e mercadorias e suas correlações no espaço geográfico. Desta forma, precisamos neste processo responder as seguintes perguntas norteadoras:
Estudar a Comunidade: Para quem e por quê queremos uma Smart City?
  1. Desenvolver uma política de cidade inteligente: Criar planos e estratégias sobre como os objetivos serão alcançados;
  2. Responder a perguntas básicas de um projeto estruturado para cidades inteligentes: O quê, Por quê, Como, Onde, Quando, Quantos, Quais?
  3. Envolver os Cidadãos – todo o processo parte do empoderamento dos cidadãos!
E aí, faz sentido esse conteúdo?
O que você já pode fazer dentro da sua realidade para colocar estes preceitos em prática?
 
Por:
Grazi Carvalho
Geógrafa, Master Coach de Cidades Inteligentes 
Time Instituto Dankemo
 

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